Video Activism: Digital Practices to Narrate Social Movements during the Fifa World Cup (2014)

Ana Lúcia Nunes de Sousa

Resumo


This article aims to analyse media activist practices – developed in the context of the FIFA World Cup protests, in 2014 – and their possible consequences for journalistic practice. At present, in Rio de Janeiro, various groups have emerged, using cameras and cyberspace as political tools. As a result, their network became an extension of the public square. Through participant observation, semi-structured interviews, digital methods and a video database created between June and July of 2014, the characteristics of this type of activism are presented, examining the activists' relationship with cyberspace, their production routine and how these practices influenced contemporary journalism. Video activists created productive routines influenced by journalism but rejected some of the professional practices used in the field. However, video activism, as a media phenomenon, was capable of instigating changes in the journalistic practice and formats.


Este artigo pretende analisar as práticas mediáticas ativistas – desenvolvidas no contexto das manifestações durante o Mundial de Futebol da FIFA, em 2014 - e suas possíveis consequências para as práticas jornalísticas. Naquele momento surgiram diversos grupos que utilizavam a câmera e o ciberespaço como ferramenta de luta política. A rede se transformou em uma extensão da praça pública. Através da observação participante, entrevistas semi-estruturadas, métodos digitais e uma base de datos de videos produzidos entre junho e julho de 2014, apresentamos as principais características deste tipo de ativismo, abordando suas relações com o ciberespaço, sua metodologia de trabalho e como estas práticas influenciaram o jornalismo contemporâneo. Os video ativistas criaram rotinas produtivas influenciadas pelo jornalismo, mas se afastaram de muitas das práticas profissionais utilizadas no campo. Entretanto, o vídeo ativismo, como fenômeno midiático, também foi capaz de inserir modificações nas práticas e formatos jornalísticos.


Este artículo pretende analizar las prácticas mediáticas activistas – desarroladas en el contexto de las protestas durante el Mundial de Futebol de la FIFA, en el 2014 – y sus posibles consequencias para las prácticas periodísticas. En aquel momento emergieron, principalmente en Río de Janeiro, diversos grupos que utilizaban la cámara y el ciberespacio como herramienta de lucha política. La red se transformó en una extensión de la plaza pública. A través de la investigación participativa, entrevistas semi-estructuradas, métodos digitales y una base de datos de vídeos producidos entre junio y julio del 2014, presentamos las características de este tipo de activismo, abordando sus relaciones con el ciberespacio, sus rutinas productivas  y cómo estas prácticas influyeron en el periodismo contemporáneo. Los videoactivistas crearon rotinas productivas influenciadas por el periodismo, pero también se alejaron de muchas de las prácticas profesionles utilizadas en el campo. Entretanto, el vídeo activismo, como un fenómeno mediático, fue capaz de inserir modificações tanto en las prácticas como en los formatos periodísticos.

Palavras-chave


Brazil; journalism; riots; social networking sites; video activism

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DOI: https://doi.org/10.25200/BJR.v13n1.2017.898

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ISSN da versão online: 1981-9854

ISSN da versão impressa (descontinuada a partir de 2008): 1808-4079



Datas de publicação da revista

30 de abril - 30 de agosto - 30 de dezembro

 

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